21 brincadeiras antigas para as crianças se divertirem


Taysa Coelho
Taysa Coelho
Jornalista

As brincadeiras antigas nunca saem de moda. Além de fazerem as crianças gastarem energia, auxiliam em seu desenvolvimento motor e estimulam suas competências sociais. Essas atividades lúdicas e recreativas podem também aproximar ainda mais os pequenos dos pais e avós.

Para ajudar com a diversão, relembramos 21 brincadeiras populares para crianças. Confira!

Amarelinha

Brincadeira de amarelinha desenhada com giz no chao

Para brincar de Amarelinha, é necessário apenas um giz e uma pedrinha. Use o giz para desenhar uma sequência de 10 quadrados numerados no chão, como mostra a imagem acima. No final, desenhe um semicírculo, que será o céu, como é chamada a linha de chegada.

Comece jogando a pedrinha no número 1. Se acertar, salte todos os quadrados, menos aquele com a pedra. Onde houver um quadrado, deve pular com um pé só e, onde tiver dois, com os dois pés.

Na volta, abaixe e pegue a pedra. Se conseguir completar o percurso, repita o processo no número 2 e assim por diante. A vez passa para o outro jogador caso erre o arremesso ou perca o equilíbrio.

Adoleta

Para brincar de Adoleta é preciso sentar em círculo e posicionar sua da mão sobre a mão de quem está à sua direta e abaixo da mão de quem está à esquerda. Um dos participantes começa a cantar, batendo na palma da mão da pessoa à sua esquerda.

O gesto será repetido por quem levar o "tapa" até a música acabar. Quando a canção chegar ao fim, aquele que deveria levar o "tapa" não pode deixar que batam em sua mão.

Se acertarem, precisará sair da roda. Caso não consigam, permanecerá e quem errou é o que sai. A brincadeira segue até que sobre apenas um jogador, que se torna o vencedor.

Música Adoleta

A música da Adoleta pode variar um pouco conforme a região do Brasil. Com o passar dos anos, também foi ganhando novas rimas e se tornou mais longa e elaborada. A versão abaixo é uma das mais conhecidas.

A-do-le-ta

Le peti peti polá

Le café com chocolá

A-do-le-ta

Puxa o rabo do tatu

Quem saiu foi tu!

Bambolê

Menina de vestido estampado roda bambolê na cintura em um parque

O bambolê é um brinquedo clássico, composto simplesmente de um aro de plástico ou metal. Há diversas formas de brincar, sendo a mais comum girá-lo em torno da cintura o máximo de tempo possível, sem deixá-lo cair.

A criançada também pode rodá-lo nos braços, no pescoço e nas pernas. Para tornar tudo ainda mais desafiador, pode girar mais de um bambolê de uma vez!

Bobinho

Crianças brincam com bola em gramado

Nessa brincadeira, os jogadores fazem uma roda e um deles, o bobinho, deverá ficar dentro dela. Enquanto os participantes jogam uma bola uns para os outros, o bobinho precisa tentar pegá-la.

Quando conseguir, deverá trocar de lugar com que arremessou por último. Esse, por sua vez, se torna o novo bobinho.

Bola de gude

Bolinhas de gude em zoom

Essas pequenas esferas de vidro maciço são conhecidas por diferentes nomes pelo Brasil adentro, que vão de boleba a fubeca. Também há diversas formas de jogar. Em uma das mais conhecidas, é feito um círculo no chão e cada participante coloca uma quantidade igual de bolinhas dentro.

Então, com outras gudes, precisam acertar as dos adversários. Se conseguirem tirá-las do círculo, somam pontos ou ficam com elas (depende do que foi acordado antes). Se errar, passa a vez ao próximo jogador.

Independente do estilo de jogo, o modo de arremessar a bola costuma ser a mesma. Deve ser impulsionada pelo polegar, como se fosse dar um peteleco com o dedão.

Bolinha de sabão

Crianças brincam ao ar livre estourando bolhas de sabão

Para fazer bolinhas de sabão à moda antiga, precisará encher um copo com água e um pouco de sabão líquido ou detergente, e misturar bem. Depois, pegue um canudo e puxe apenas um pouco do líquido, para não correr risco de ingerir. Em seguida, sopre devagar.

Verá que serão formadas bolas de tamanhos variados, de acordo com a intensidade do sopro. As crianças menores tendem a gostar bastante dessa brincadeira, tentando estourar as esferas.

Os pais precisam ficar atentos para que os pequenos não bebam o líquido. Uma forma mais segura de evitar que isso ocorra, é comprar um recipiente próprio para fazer bolinhas de sabão, que conta com um pequeno aro, por onde deve soprar.

Cabra-cega

Ilustração em preto e branco de crianças brincando de cabra-cega, com um menino de olho vendado e outro não, ambos a correr.

Na brincadeira da cabra-cega é preciso apenas de espaço para correr e um pedaço grande de tecido, como uma blusa de adulto, por exemplo. O pano deverá ser usado para vendar os olhos de um dos participantes, que será o pegador.

Ele será colocado no meio de uma roda e girado algumas vezes, para perder a noção do espaço onde está. Em seguida, todos saem correndo e a “cabra-cega” deve tentar pegá-los.

Para tornar mais divertido, os que fogem podem fazer sons, passar perto e até tocar no pegador. Quem for capturado, troca de lugar e vira a nova cabra-cega.

Carrinho de rolimã

Carrinho de rolimã de madeira com banco azul
Reprodução/ Tramontina

O carrinho de rolimã foi mania entre as décadas de 1960 e 1980 em grandes apitais brasileiras. O brinquedo, feito de forma artesanal com estrutura de madeira e rodas (ou rolamentos) de aço, era usado para descer ladeiras.

O condutor controlava o carrinho com os pés, através de um eixo móvel, e o freio ficava na mão. Apesar de ter perdido a popularidade com o passar dos anos, atualmente, é possível comprar carrinhos de rolimã prontos.

Com acabamentos mais profissionais, mantêm basicamente a mesma estrutura daqueles feitos nas garagens das casas.

Cinco Marias

Para brincar de cinco marias é necessário 5 pedras do mesmo tamanho ou trouxinhas de tecido recheadas de arroz, feijão ou farinha. A brincadeira pode parecer fácil, mas exige coordenação e agilidade dos participantes.

Listaremos o passo a passo da primeira rodada para facilitar o entendimento:
1. Jogue as cinco marias para o alto;
2. Quando caírem no chão, pegue uma delas e arremesse para cima;
3. Antes que a pedra/trouxinha caia, agarre mais uma do chão;
4. Com a mesma mão, capture a pedra/trouxinha que jogou para o alto antes que caia no chão.

Na rodada seguinte, deverá repetir todos os passos, mas, em vez de pegar só uma maria do solo, deverá apanhar duas. A cada etapa, o nível de dificuldade aumenta progressivamente, sendo adicionada mais uma pedra. Na última rodada, terminará com as cinco na mesma mão.

O vídeo abaixo explica de forma didática como brincar.

Corda

Meninos brincam de cabo-de-guerra em lugar a céu aberto

A corda é um brinquedo bastante eclético, que permite soltar a imaginação e se divertir de diferentes formas. Na maneira mais tradicional, as extremidades são rodadas para uma pessoa pular e não pisar quando a corda tocar no chão.

Para ficar mais difícil, quem está batendo pode aumentar a velocidade de giro. Ou, então, desafiar que realize ações como girar, saltar em um pé só ou encostar com a mão no solo.

Outra forma de se divertir é fazendo um cabo de guerra. Os participantes são divididos em dois grupos. No chão, é traçada uma linha, onde será posicionado o centro da corda.

Cada time deverá puxar a corda para seu lado. Ganha aquele que conseguir fazer toda a equipe adversária atravessar para o seu lado da linha.

Dança das cadeiras

Um clássico das festas infantis, essa é uma brincadeira que não envelhece. Tudo o que precisa é de uma quantidade de cadeiras a menos que o total de participantes. Ou seja, se há 10 crianças, deverá ter 9 assentos. Posicione a metade em linha, lado a lado, e o restante das cadeiras costas para essa metade.

Uma pessoa será a responsável por comandar a música. Enquanto o som rola, as crianças devem andar em torno das cadeiras com as mãos para trás. Quando a canção parar, os jogadores precisam achar um lugar vazio e sentar. Aquele que não conseguir, sai do jogo.

Antes de começar a rodada seguinte, uma cadeira deverá ser retirada, mantendo sempre um lugar a menos que o número de pessoas. A final contará com dois participantes e apenas uma cadeira. Ganha quem que conseguir se sentar.

Estátua

Crianças dançam de costas para a câmera

Mais uma brincadeira tradicional em festas de aniversário, Estátua precisa apenas de música e de uma pessoa para liderar. Os participantes devem dançar e, quando o som parar, o líder gritará Estátua!.

Então, todos precisam permanecer na mesma posição. Seja com o braço para o alto, fazendo careta ou pulando em um pé só, não poderá se mexer até a canção voltar a tocar.

O líder pode provocar as estátuas, ao fazer piadas e gracinhas. Se não aguentar e sorrir ou se mover, sai do jogo. Ganha quem for o último a resistir.

Elástico

Com um pedaço de elástico de cerca de 4m com as pontas amarradas, peça que dois amigos fiquem de frente um para o outro a alguns passos de distância. Depois, eles devem colocar o elástico na altura das canelas e afastar as pernas.

Tudo pronto, uma terceira pessoa deve começar a série de saltos dentro, fora e por cima do elástico. A sequência pode variar, mas essa abaixo é bastante popular.

  1. Pule com os dois pés dentro do elástico;
  2. Pule com os dois pés fora do elástico;
  3. Pule com os dois pés sobre o elástico
  4. Vire o corpo para o lado de fora e, com um dos pés, puxe um dos lados do elástico para cruzar sobre o outro lado;
  5. Salte para fora do elástico.

O vídeo abaixo explica de forma mais didática uma das formas de brincar:

Se conseguir fazer tudo sem errar, irá para a fase seguinte, em que o elástico é colocado na altura do joelho. Na terceira etapa, sobe para a cintura. Se cometer um erro, deverá trocar de lugar com uma das pessoas que está servindo de suporte.

Além do salto com os dois pés, há o estilo cavalgada, em que o participante deve pisar com um pé de cada vez. Já no rasteirinha, deve pular com os dois pés juntos e arrastá-los para trás quando tocarem ao chão.

Gato-mia

Gato-mia é uma brincadeira para fazer à noite, dentro de casa, com as luzes apagadas. Por isso, não pode ter medo de escuro! Uma das crianças é o pegador e as demais tentam escapar, em pleno breu.

O pegador pode usar duas estratégias. Falar baboseiras para os outros fazerem barulho ou ficar bem quieto e atento a qualquer som. Ao pegar alguém, deverá dizer: “Gato, mia!”. Pelo miado, precisará identificar quem é.

Se acertar, o capturado troca de lugar com ele. Mas, se errar, a pessoa é liberada e o pegador continua o mesmo.

Morto-Vivo

Mais uma brincadeira popular em festas infantis, Morto-vivo precisa apenas de uma pessoa para liderar. O líder deverá se posicionar de frente para os participantes e gritar morto ou vivo, em ordem aleatória.

Se disser morto, as crianças precisam se agachar e, ao falar vivo, devem ficar de pé. Se ordenar vivo quando já estiverem de pé, basta permanecerem na posição. O mesmo serve para se gritar morto e já estiverem agachados.

Quem errar, sai do jogo. Vence o último a sair.

Passa-anel

Menina sorri com as mãos fechadas como se rezasse

No Passa-anel, um dos jogadores deve esconder um anel entre as mãos viradas com as palmas uma para outra (como se estivesse rezando). Os outros se posicionam em linha à sua frente, com as mãos unidas da mesma forma.

Aquele com o anel, passará as mãos juntas entre as mãos dos outros participantes. Em uma delas, precisará soltar a joia sem que os demais percebam. Depois que passar por todos, deverá abrir as mãos e perguntar: Com quem está o anel?.

Todos precisam tentar adivinhar. Se alguém acertar, será o passador de anel na rodada seguinte.

Pião

Pião de madeira com ponta de metal

O pião é um brinquedo originalmente feito de madeira com uma ponta de ferro, feito para girar no chão em torno do seu próprio eixo. Com uma corda ou barbante enrolado ao redor, o jogador pode lançá-lo e tentar fazer com que se estabilize, de modo a rodar o maior tempo que conseguir.

É possível explorar as habilidades de diversas formas, como girá-lo na palma da mão ou fazê-lo saltar após tocar no solo. Se estiver em grupo, você seus amigos podem colocar um pião no centro de um círculo e competir entre si, tentando acertá-lo com outro pião.

Pipa

Pipa colorida voa o céu azul

Também conhecida como papagaio, a pipa é um brinquedo feito de papel que voa contra o vento. Com o auxílio da linha e, algumas vezes, de uma rabiola, é possível controlar o objeto e até executar manobras.

O ideal é brincar em um lugar aberto, de preferência longe de redes de energia elétrica. É muito comum as crianças, e até mesmo os adultos, competirem para ver quem empina melhor suas pipas.

Pique-esconde

Criança conta encostada na parede  em foto em preto e branco

O pique-esconde é uma brincadeira simples, que requer somente um espaço para brincar. Uma das crianças é escolhida como o pegador. De frente para a parede e olhos fechados, deve contar até um número combinado (como até 10 ou 100). Enquanto isso, os demais jogadores se escondem.

Quando a contagem terminar, o pegador grita “Lá vou eu” e sai do posto para procurar pelos outros. Ao encontrar alguém, precisa voltar ao local inicial, bater na parede e gritar “Pique 1,2,3 Fulano!”, em que a palavra fulano deve ser substituída pelo nome da pessoa capturada.

Quem é descoberto pode tentar se salvar, correndo para chegar antes do pegador à parede. Ao encostar no muro, deve gritar a mesma coisa, mas trocando fulano por seu próprio nome. A brincadeira termina quando todos são encontrados.

Pique-bandeira

No pique-bandeira, os jogadores são separados em duas equipes e o local do jogo é dividido em dois campos. Os times devem se posicionar um de frente para o outro e no final de cada campo, estará um item, que pode ser uma bandeira, bola ou outro.

As equipes têm como objetivo proteger seu objeto e, ao mesmo tempo, pegar o do time adversário e levá-lo para seu lado do campo. Para isso, um dos participantes precisa atravessar todo o campo do oponente sem ser pego.

Se for alcançado por um adversário, deverá parar no lugar em que está e só poderá sair se alguém do próprio time o salvar, encostando nele.

Atenção: na região onde estão os objetos, os jogadores não podem ser pegos. É de lá que precisam arquitetar como voltar para seu campo carregando o item sem ser contido. Ganha o time que conseguir concluir a missão primeiro.

Telefone sem fio

Menina fala no ouvido de outra, que sorri surpresa

O telefone sem fio costuma render boas risadas. Os participantes devem se sentar em roda. Então, um deles pensa em uma frase e fala no ouvido de quem está ao seu lado. A pessoa deverá repetir o que ouviu para quem está do seu outro lado e assim, consequentemente, até chegar ao último da roda.

A última pessoa precisa falar, em voz alta, o que escutou e, em seguida, aquele que começou a brincadeira irá confirmar se está correta ou não. Normalmente, o que chega ao final é bem diferente do que foi dito inicialmente. E é aí que está a graça.

Veja também:

Taysa Coelho
Taysa Coelho
Movida pela curiosidade, adora conhecer coisas novas e acredita que, por isso, se tornou jornalista. No tempo livre, gosta de ir à praia, ler, ver filmes e maratonar séries. Carioca formada pela UFRJ, atualmente vive em Portugal, país que adotou.