Insight


Thaís Stein
Thaís Stein
Bacharel em Publicidade e Propaganda

Insight é um termo em inglês usado para se referir ao momento em que uma pessoa compreende algo de forma súbita, ou que consegue encontrar a solução de um problema ou situação complicada.

O insight pode ser descrito como em uma espécie de epifania. É relacionada ao profundo entendimento de alguma coisa ou algo, que ocorre de forma intuitiva. Também pode ser visto como o poder de observação e dedução.

A palavra insight vem do inglês arcaico, sendo formada pelo prefixo in (dentro) e sight (vista), ou seja, o termo pode significar “vista interior” ou "olhar de dentro".

A representação de um insight

Popularmente, o insight costuma ser representado com uma lâmpada acendendo em cima da cabeça da pessoa ou personagem, para indicar que naquele momento a luz de uma ideia veio para ele.

Insight

O famoso grito de “Eureca!”, dado pelo matemático grego Arquimedes, também é uma representação do momento de um insight.

Insight na Psicologia

O insight começou a ser estudado pela Psicologia da Gestalt, no início do século XX. Eram identificados como insights os momentos em que alguém, de forma súbita, conseguia ver um problema de forma diferente, encontrando sua solução rapidamente.

Na psicologia, o termo é utilizado para indicar a compreensão intuitiva sobre alguma coisa, ou sua real natureza. Também pode remeter a um momento de discernimento sobre verdades que estão escondidas.

Na psicoterapia, o insight permite reconhecer as causas de alguma dificuldade emocional, e por isso é buscado para resolver problemas em relacionamentos.

O insight também pode estar relacionado ao autoconhecimento, sendo que na psiquiatria, ele pode significar a capacidade da pessoa de reconhecer a sua própria doença mental.

Como ocorre um insight?

Um estudo realizado em 2004 pela Universidade North-western, na África do Sul, teve por objetivo medir a atividade cerebral de voluntários em um momento de insight, para descobrir como esse processo ocorre.

Os voluntários deveriam responder determinadas questões de associação, e indicar a estratégia que eles utilizaram. Enquanto isso, sua atividade cerebral era medida por meio de ressonância magnética funcional (fMRI) e eletroencefalograma (EEG).

Nos voluntários que utilizaram da intuição para resolver os problemas, foi observado que houve um aumento significado da atividade no hemisfério direito do cérebro, no giro temporal superior anterior. Esta atividade era detectada no exato momento em que as pessoas encontravam a solução.

A área direita do cérebro geralmente é associada à criatividade, enquanto o giro temporal desempenha um papel no reconhecimento de conexões.

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Thaís Stein
Thaís Stein
Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Espirito Santo (UFES).